quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Veritate



Recosto me na cama, calmamente reflicto sobre o passar do tempo.

Como a nossa percepção, que obtemos daquilo que é considerado realidade, pode ser fácil e impercetivelmente distorcida.
Cada um tem a sua forma de ver a vida que nos rodeia, mas poucos são os que não conseguem apenas absorve-la através os olhos dos outros.
Deixa mo-nos moldar por terceiros, tornando nossos pensamentos em sistemas métricos robotizados.
O pensamento livre é algo acalmado por todos, mas só uma pequena minoria o processa em conformidade.
Apenas se torna aceite, na sociedade, aquilo considerado como normal, passando a haver uma vulgaridade acrescida de padrões. O diferente, o anormal, o invulgar deixa de ter lugar na nossa percepção.
Robotizados, escravos da banalidade.

Liberto as correntes físicas de pensamento, elevo a grandeza da verdade.
Encaro a realidade de frente com uma coragem ingénua, deparo me com a mais implacável sentença.
Sou a peça redonda no jogo de Tetris da vida, jamais encaixarei no mecanismo normal e vulgar.
Contento-me essa certeza...
Acordo, para a verdadeira forma de existência que me aguarda dessa certeza, sou paradoxo sem nada, em momentos de fraqueza o meu pranto desperta.

1 comentário:

  1. Adoro a genuidade com que apresentas a forma como exergas a realidade. De facto um trabalho talentoso e muito teu sem duvida. beijo

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